O diálogo sobre os carneiros (neste edição) está na página 17.
Conecte-se com todas as plataformas: https://linktr.ee/profhernansaez
quarta-feira, 22 de abril de 2026
terça-feira, 10 de março de 2026
Anotações da revisão sobre Feudalismo e ascensão da Burguesia
Imagem 1: O Sistema Feudal (Estrutura e Relações)
Esta imagem foi criada para organizar visualmente os dois principais diagramas da sua primeira lousa. No topo, você vê a representação do país dividido em feudos (a grade), onde os nobres devem obediência ao Rei (a coroa). Na parte inferior, há um infográfico detalhado do "Feudo", separando claramente as duas relações de poder: a Suserania e Vassalagem (entre nobres, com as espadas) e a Servidão (entre o senhor e o servo que trabalha na terra, produzindo riqueza).
Lado Esquerdo (Tudor): Mostra o absolutismo com apoio da burguesia (representada pelo ícone de moedas e comércio).
Lado Direito (Stuart): Mostra o absolutismo em confronto com a burguesia e as tensões religiosas (Católicos vs. Protestantes). Note como a linha em zigue-zague (da sua lousa) foi transformada em um gráfico de instabilidade.
Resultado Final: O diagrama termina apontando para a criação da Monarquia Parlamentarista Constitucional, onde o poder político passa para as mãos de protestantes e burgueses
segunda-feira, 9 de março de 2026
domingo, 8 de março de 2026
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
8 anos - Como fazer anotações de leitura focadas na compreensão e no estudo
Roteiro de leitura focada na compreensão e no estudo
1. Que capítulo você estudou (título e páginas)?
2. Que assuntos (item, subitem, parte etc) estudou?
a.
b.
c.
d.
e.
…
3. Qual o período que você estudou?
(ex: Século XVI, Idade Média, 1929 etc)
4. Onde ocorreram os fatos, assuntos ou acontecimentos?
(ex.: EUA, Alemanha, Brasil, São Paulo, Sorocaba etc).
5. Quem participou e qual a sua importância?
(ex,: Rei Henrique VIII - monarca que criou uma nova religião porque teve problemas com o catolicismo; Deodoro da Fonseca - proclamou a República no Brasil etc)
6. Quais os resultados?
(ex.: Quebra da Bolsa de NY - falência de milhares de empresas com desemprego em massa; Cercamentos - expulsão dos servos e crescimento desordenado das cidades etc).
7. Quais dúvidas você ficou?
(e.: Como a existência de empresas fraudulentas (fantasmas) contaminou a economia real dos EUA?; Por que as pessoas não permaneciam no campo ao invés de ir para as cidades quando o cercamento avançou?)
ROTEIRO BÁSICO PARA APRESENTAÇÃO DOS 8 ANOS
Roteiro para Apresentação dos 8º anos
Capa do slide
Título: Assunto que vai desenvolver
Integrantes do grupo [Sempre primeiro e último nome dos integrantes]
Série da qual os integrantes fazem parte.
Contexto Histórico: o que estava acontecendo naquele momento.
Personagem(ns) Histórico(s):Quem estava envolvido com o assunto que está desenvolvendo.
Resultado: Como esse assunto termina na parte que estudou.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
O dia em que minha filha soube que eu morreria
O dia em que minha filha soube que, algum dia, eu morreria
Quando minha filha era muito pequena, cerca de quatro anos, ela assistia a um desenho na televisão. Era um canal pago, ainda não os chamávamos de “streaming”. Eu estava sentado no sofá enquanto ela brincava no chão, acompanhando distraidamente a história. Posso estar enganado, mas acho que era Caillou.
Em um dos episódios, falava-se sobre a morte de alguém da família. O que me chamou a atenção foi perceber que em determinado momento passou a assistir a história com atenção redobrada e… a senti-la. Fiquei observando seu rosto. Seus olhos acompanhavam cada cena com uma seriedade incomum.Havia algo ali: um sofrimento silencioso, a tentativa de compreender o que estava sendo dito.
Ela começou a fazer perguntas. Perguntas simples na forma, mas profundamente sinceras na intenção e, apesar de sempre termos conversas cheias de trocas e descobertas, aquela não parecia ser uma das conversas que cairiam no esquecimento. E, como podem ver, não caiu.
Enquanto eu respondia, percebi algo acontecendo. Frase após frase, ela ia relacionando o desenho com a própria vida. Vi quando o entendimento chegou. Vi o pânico nascer em seu rosto. Ela se levantou, virou-se para mim e me abraçou pela cintura e, com um medo genuino estampado nos olhos me perguntou:
- Pai… você vai morrer?
Naquele instante, não sei dizer o que senti. Eu percebia sua dor, mas não queria mentir. Tive que reunir toda minha recente experiência como pai para encontrar uma resposta que fosse, ao mesmo tempo, verdadeira e tranquilizadora.
Passei a mão em seus cabelos e disse com cuidado:
- Filha, não posso mentir para você. Todo mundo que está vivo, um dia vai morrer. O papai também.
E ela começou a chorar.
- Mas isso pode acontecer só daqui há muitos anos. Provavelmente, quando você estiver crescida, talvez, até tenha filhos que eu vou conhecer. Temos muito tempo juntos ainda, muito mesmo.
Ela me abraçou com força e disse que não queria que eu morresse. Depois, com o tempo acalmou-se e voltou a brincar, como se tudo já tivesse voltado ao normal. Não me lembro de voltar diretamente a esse assunto. Mas nunca esqueci essa vez, porque me marcou muito o conflito de ideias e sentimentos, porque tive orgulho de vê-la compreender algo tão complexo sozinha, a coragem de formular, em meio ao medo, uma pergunta tão essencial, e o peso da responsabilidade de responder sem destruir sua inocência, mas sem negar a verdade. Como dizer a verdade sem ferir?
Fiz o melhor que pude. Recentemente, ao comentar com ela sobre algumas coisas que ainda preciso organizar como: ideias, reflexões, registros que gostaria que ficassem conhecidos mesmo se eu partisse, ela me interrompeu e com ar de incredulidade me disse:
- Não quero ouvir.
Mesmo assim, expliquei que certas ideias não podem desaparecer sem deixar rastros, são essas que precisam permanecer. E talvez seja justamente por isso que eu escrevo.
domingo, 8 de fevereiro de 2026
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
As pequenas vilanias
Vivemos tempos estranhos, muito estranhos. A morte do cachorro “Orelha” pelas mãos de adolescentes nos faz pensar em tantos sinais de que nossa sociedade está mentalmente doente. Não se trata de doença mental que inviabiliza a razão, à qual chamarei aqui de cognitiva, essa desconstrói a realidade diante de nossos olhos, como bem o sabe quem acompanha idosos. Neste caso, a consciência ou, melhor dizendo, a noção de realidade não se ausentou desses adolescentes em nenhum momento do que aconteceu.
Foi imediata a correlação que fiz com a série Adolescência que, talvez, muitos de vocês tenham visto em um canal de assinatura. Adolescentes que, aparentemente, não teriam estrutura para serem violentos ou maldosos, de repente, se veem compelidos a atos extremos que fogem completamente à razão. Uma explosão de violência desmedida, descontrolada e perturbadora que o protagonista da série apresenta contra uma psicóloga ameaçando-a antes de voltar a sua postura fria e distante dos resultados que havia causado.
Mas essa tragédia mais recente se liga a outras tantas vilanias das quais me lembro cometidas, em sua maioria, por jovens que tentam escapar das consequências de suas atitudes. Minha geração foi marcada por histórias como essas desde o assassinato de um indígena da tribo Pataxó, eterno Galdino, passando pela tortura de uma funcionária doméstica em um ponto de ônibus alegando-se, com apoio das famílias, que os meninos atacaram a mulher porque supunham que ela fosse uma desqualificada. Lembro-me vivamente que um dos entrevistados neste caso questionou a "justificativa” dos pais, pois, fosse quem fosse esses jovens jamais poderiam apedrejá-la! Honestamente, não acompanhei de perto os desdobramentos dessas histórias, mas sei, por levantamentos esporádicos feitos pela imprensa, que a punição deles foi claramente desproporcional às suas ações.
Mas minha mente continuou ligando pontos dessas histórias macabras que me acompanharam e terminou em algo que, pelo menos para mim, fez sentido. O incidente me lembrou um filme sensacional ganhador de vários prêmios, ele abordava o cotidiano de uma geração de crianças, na Alemanha da década de 1910. Caso se faça as contas, essas crianças seriam os jovens adultos que estiveram envolvidos com o movimento extremista mais famoso do século XX. Segundo a trama, muito bem desenvolvida e baseada em temas, realmente, indigestos, esses jovens acumulavam tensões, humilhações, sentimentos e situações que os deformavam, conduzindo-os a se tornarem pessoas inescrupulosas.
Não foi mero acaso que a principal vítima dessa nascente rede de ódio fosse uma criança com múltiplas deficiências. Vítimas vulneráveis de um sistema perniciosamente impessoal, esse caldo de rancor e insanidade, depois temperado por uma sociedade preocupada mais com sua manutenção - a aparência -, distraída com seus pequenos problemas cotidianos, com respostas imediatistas e com a aceitação hipócrita dos desmandos nas relações sociais, da época levou a essa arquitetura macabra da morte.
Pode soar alarmista, mas me pergunto: quais valores esses adolescentes demonstraram? Como esses jovens puderam divertir-se com uma atitude dessas? Quem os criou - ou acompanhou - durante seu amadurecimento? Por quantas instituições de formação passaram? Quais sinais eles emitiram? Quais informações e mensagens os alimentaram? Lembro da fala de um médico que disse: “se quem está criando seus filhos são as redes, então, estamos com problemas”. Parece que a História teimosamente se repete e a impunidade, ainda que não completa, vai ser a tônica deste nosso enredo atual. Faltam-nos heróis e sobram maus exemplos nas redes de (des)informação à mão dos nossos jovens.
domingo, 18 de janeiro de 2026
O Chico morreu
O Chico morreu
Quando era criança, com cerca de quatro anos, passava por um terreno baldio bem perto de onde eu morava e, então, percebi uma frase pichada na parede. Naquela idade, por mais precoce que fosse, - e não era muito -, ainda não sabia ler. Mas por algum motivo aquelas letras me chamavam a atenção e, como meu pai me contou rindo anos depois, eu perguntei a ele o que estava escrito ali. Ele me respondeu: “O Chico morreu!”.
Como uma criança cheia de imaginação e querendo mostrar o seu valor, - por isso, meu pai achava graça da situação -, cada vez que eu passava pelo terreno, apontava para a frase e dizia: “O Chico morreu!”.
Mas e daí? Qual a moral da história?
Por incrível que pareça, muitos alunos acham que estudar é, realmente, fazer isso, decorar alguma coisa e repeti-la quando encontram algo relacionado com o assunto. Tão absurdo quanto eu tentar ler com quatro anos, antes de ser alfabetizado, (aliás, tenho outra história sobre leitura, mas essa vivi com minha mãe) é simplesmente decorar passagens, regras e fórmulas, só para responder questões imediatamente ligadas ao assunto.
E por que é absurdo? Porque uma boa avaliação, pelo menos aquelas que fazem jus ao princípio de avaliar não pedem que você APENAS enuncie o assunto. O conhecimento superficial já aparece quando você pede para que o candidato, ou aluno, responda sobre os princípios fundamentais dos temas porque, na verdade, isso é conhecimento. Camadas e mais camadas de informações relacionadas e sistemicamente entrelaçadas.
Brincando com a frase inicial deste texto - coisa que fazia nas aulas que dei em universidades para demonstrar aos alunos, nem sempre ávidos por conhecimento, que as respostas esperadas nas avaliações não deveriam se deter em enunciar palavras sobre o assunto - dizer que o Chico havia morrido era o óbvio.
As dúvidas que deveriam surgir dessa afirmação seriam: quem era Chico? Quando ele morreu? Morreu de quê? Como ele morreu? Por que isso ficou gravado na parede? E, talvez, adentrando no campo da filosofia, por que um menino de cerca de quatro anos se interessava pelo que estava escrito?
Hoje, mais de quatro décadas depois, digo que não tenho a menor ideia de quem era esse Chico. Para mim essa frase só ecoa em minha cabeça, ainda, porque meu pai achou graça de uma criança decorar a frase e repeti-la cada vez que passava na frente do muro. Em tempo, espero que o Chico tenha morrido de morte natural, que tenha sido bem tranquila sua passagem e que ele descanse em paz. O que aprendi com essa vivência foi que, além das aparências, do significado óbvio das palavras, textos ou afirmações, existe um universo inteiro de informações, significados e conhecimentos, tudo representado pelo que falamos e comunicamos.
Fazendo aqui o que se espera da escola - e que ela, muitas vezes, não faz -, poderíamos dizer que isso se assemelha com a cena ao final de um dos filmes MIB quando, ao abrir a porta de um armário os protagonistas veem um Universo infinito diante de si. Aí está a riqueza da vida. E aqui poderíamos fazer um paralelo com outro filme, Gênio Indomável, quando um psicólogo afirma que, só por ler o livro sobre a vida da Oliver Twist, um órfão pobre que passa por inúmeras provações na vida, você não tem a dimensão verdadeira de como foi uma vida SINGULAR de um órfão: suas dores, desespero, sentimentos de fracasso, abandono e solidão etc. Toda essa riqueza só aparece quando você ultrapassa o óbvio.
Não sou o Chico, mas acho que se algum dia, por algum meio, eu viesse a saber que por minha causa alguém mudou a forma como apreendia o mundo, eu ficaria feliz. Assim, o destino ligou Chico, Hernan e, agora, você que está lendo este texto. E quem sabe quantas pessoas mais serão mudadas pelo fato que o Chico morreu - e que isso te levou a ampliar tanto a realidade que sua passagem será um marco em nossas vidas.
E, agora, no fundo de minha mente ressoa:
Chico ainda vive.
Que assim seja!















.png)
.png)