Introdução à Sociologia
Etimologia da palavra Sociologia remete a
1) SOCI (latim): associado, companheiro, aliado.
2) LOGOS (grego): razão, ciência.
Ideia fundamental é buscar entender o funcionamento da sociedade para manipulá-lo e aproveitar melhor os recursos gerando bem-estar e harmonia.
A Sociologia é uma ciência relativamente nova —> data do século XIX e, portanto, está intimamente associada aos interesses dos intelectuais nesse momento histórico. Com inspiração nas ciências exatas (especialmente a física newtoniana) tentam identificar leis universais que regeriam a sociedade para dominá-las e forçar a sociedade a evoluir/avançar —> é uma visão evolucionista e mecanicista da sociedade com acentuado caráter euro centrista.
A intenção era forçar a evolução para chegar a um estágio mais promissor (dentro dos conceitos desses intelectuais).
Neste sentido a Revolução Francesa (1789) será determinante para que a burguesia (grupo social em ascensão) critique as tradições do mundo feudal (relações sociais, estrutura da sociedade, direitos etc) e explore a razão como fundamento da construção de uma nova forma de sociedade (passagens como essa aparecem em filmes como: Minha amada imortal, Um sonho distante etc).
Três nomes importantes que estudaremos mais detidamente:
1) Saint-Simon: analisa os problemas que levaram a França a viver uma revolução como a RF, para ele a escassez de recursos levava os agentes sociais a lutarem entre si, o que gerava uma violência implícita, um desperdício de recursos e atraso na evolução da sociedade. O objetivo de suas considerações era conseguir harmonia e bem estar para os agentes sociais e, segundo ele, só seria conseguido com o aumento dos recursos e a distribuição desses recursos entre os agentes.
2) August Comte: aborda de forma mais técnica a análise social, supõe ter encontrado as leis gerais que classificariam as sociedades e forma para promover sua evolução social. Exigia um distanciamento e neutralidade absoluta dos cientistas sociais para que pudessem classificar e intervir na sociedade.
3) Emile Durkheim: discípulo de Comte rompe com este ao discordar de suas práticas porque, segundo sua visão, Comte abandonou a neutralidade exigida pela sua teoria. Durkheim cria um elemento de análise universal que torna-se precioso para os cientistas sociais (Fato Social) tijolo para qualquer análise posterior das sociedades.